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Tudo o que você precisa saber nosso o tradicional cafezinho

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Paixão nacional, o cafezinho tem destaque no desjejum e segue acompanhando o dia a dia das pessoas, no trabalho e nas refeições seguintes. A bebida, que tem várias formas de ser preparada, indo do tradicional coado, ao requintado espresso.

Café faz bem, mas pede atenção!

Os efeitos do café no organismo são controversos, associados com efeitos negativos, por um lado, e protetor, de outro. Passam pela associação com o aumento da pressão arterial, os níveis de colesterol e chegam a ter considerado um efeito protetor contra doenças cardiovasculares e estimulador do metabolismo.

A publicação Desmistificando Dúvidas Sobre a Alimentação, produzida pelo Ministério da Saúde, junto com a Universidade Federal de Minas Gerais, destaca que “os efeitos do café no organismo derivam de substâncias bioativas como a cafeína, estimulante do sistema nervoso e do músculo cardíaco; ácidos clorogênicos, que possuem atividade anticancerígena e propriedades antioxidantes; e diterpenos, relacionados com o metabolismo lipídico”.

Uma linha estudada trata da ação antioxidante do café, por ser uma das fontes dietéticas mais ricas de ácidos clorogênicos, um polinefol vegetal. Isso indica a inibição de inflamações e risco menor de doenças cardiovasculares e outras doenças inflamatórias. Mas o consumo em excesso, de mais de três xícaras por dia, em média, pode causar algum tipo de mal-estar associado com pressão alta ou gerar ansiedade.

O modo de preparo é importante

De acordo com especialistas do Ministério da Saúde, a maneira como o café é produzido também afeta suas propriedades e, claro, o sabor. Entre os pecados estão: deixar a água ferver, colocar pó demais (o recomendado é 10 gramas para cada 100ml) e preparar em excesso, deixando esquentar na cafeteira ou guardado na garrafa térmica. O prazo limite para reaproveitar a bebida é de 30 minutos.

O livro Desmistificando Dúvidas Sobre a Alimentação, também do Ministério da Saúde, reforça esse ponto: “A relação entre o consumo de café e a elevação dos níveis séricos de colesterol, encontrados em alguns estudos, parece estar relacionada ao modo de preparo da bebida. Cafés turco ou fervido possuem maiores concentrações de cafestol, substância responsável pelo aumento dos níveis séricos de LDL-c, do que os cafés filtrados ou instantâneos”.

Acerte o ponto

  • Quer preparar um excelente café, aproveitando bem todos os seus benefícios? Aí vão as dicas dos especialistas:
  • Prepare somente a quantidade de bebida que vai ser consumida imediatamente;
  • Se for utilizar coador de pano, lave somente com água;
  • Filtro de papel deve ter o mesmo tamanho e forma do porta-filtros;
  • Não compacte, nem aperte a camada de café no filtro;
  • Escalde o bule ou garrafa térmica pouco antes de fazer a bebida;
  • A água deve ser pura e limpa, preferencialmente filtrada ou mineral.

Conheça os diferentes tipos de preparo

Filtragem: é a forma de fazer o tradicional cafezinho, com o pó acondicionado em um filtro, de papel ou de pano, com adição de água quente não fervente por cima.

Percolação: forma mais comum na Europa, o pó de café vai no centro de um equipamento moka que, na chama do fogão, ferve a água e pressiona o café líquido para um recipiente.

Prensagem: popular nos Estados Unidos, mas conhecido por prensa francesa, tem o pó de café misturado com água quente, que passa por um filtro e é pressionado por um êmbolo.

Pressão: o café expresso é moído na hora e vai em um filtro que sofre uma pressão de água a 90ºC e 9Kg de pressão durante 30 segundos, gerando uma bebida cremosa e aromática.

Fonte: Ministério da Saúde

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