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Comer menos carnes e embutidos ajuda a prevenir câncer

domingo, 22 de julho de 2018

A Organização Mundial da Saúde fez uma revisão de 800 estudos científicos, publicados nos últimos 20 anos, avaliando o risco de câncer associado ao consumo de carne vermelha e carne processada. O resultado desse trabalho foi a constatação de fortes evidências de que o consumo desses alimentos favorece o desenvolvimento de câncer, principalmente o colorretal, de pâncreas e próstata.
Os pesquisadores concluíram que o consumo diário de apenas 50g de carne processada aumenta o risco de câncer colorretal em 18%. Em relação à carne vermelha, o consumo diário de 100g leva ao aumento em 17%. Pode parecer um risco pequeno, mas à medida que o consumo aumenta, o risco aumenta.

Como isso impacta o seu cardápio

Diante desses resultados, que tal demonstrar preocupação extra com a qualidade da alimentação dos seus clientes e divulgar uma reformulação no cardápio? Com isso, você pode abrir mais espaço para preparações com carnes brancas, ovos e vegetais.

Mas o seu restaurante precisa banir a carne vermelha? Não! Aquela não processada tem nutrientes importantes para o organismo, desde que consumida na medida certa. Lembrando que a carne vermelha se refere a todos os tipos de carne de músculo de mamíferos, como carne bovina, vitela, porco, cordeiro, carne de carneiro e de cabra.

E o que são os processados?

A carne processada é considerada toda a carne que tenha sido transformada por meio de salga, secagem, fermentação, defumação ou outros processos para realçar o sabor ou melhorar a conservação.

Os embutidos são exemplos de carnes processadas. Em geral, contêm mais carne de porco, mas também podem ter outras carnes vermelhas, aves, vísceras ou produtos, como o sangue.

Veja exemplos do que pode conter nos embutidos:

• Fécula de mandioca: é um tipo de carboidrato que funciona como emulsificante.

• Maltodextrina: é um tipo de carboidrato que ajuda a melhorar o sabor do produto.

• Proteína isolada de soja: oferece consistência e é fonte de proteína.

• Aroma de fumaça: dá aroma de defumado ao produto.

• Tripolifosfato de sódio: funciona como estabilizante. Além disso, aumenta a chance de desenvolver hipertensão arterial, por aumentar o consumo de sódio.

• Glutamato monossódico: ajuda a realçar o sabor. Também aumenta a chance de desenvolver hipertensão arterial. Além disso, seu consumo está relacionado com dor de cabeça, tontura, azia, dor abdominal, palpitações, vertigem, entre outros sintomas.

• Nitrito de sódio: funciona como conservante. No corpo, é transformado em nitrosamina, substância que, de acordo com diversos estudos, tem potencial risco para o surgimento de diversos tipos de cânceres. Alertamos que muito fabricantes usam uma quantidade de nitrito superior ao permitido pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Pois, pelo fato de estarmos em um país tropical e, portanto, o clima quente favorecer a decomposição mais rápida do produto, esse fato leva os fabricantes a abusarem nas dosagens.

• Carmim de cochonilha: é um corante. E muitos não sabem, mas vem de um inseto, que após ser processado, oferece coloração rosa ao produto.
Sal: para intensificar o sabor. Tem ação desidratante e ajuda no processo de conservação por reduzir a proliferação de micro-organismos No Brasil, recomendações mínimas de consumo não existem, entretanto, as principais agências internacionais de pesquisas indicam evitar o seu consumo.

Exemplos de carnes processadas incluem: peito de peru, mortadela, presunto, salame, salsicha, linguiça, carne enlatada e carne seca ou charque, etc.

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