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Pesquisa mostra que 55% dos brasileiros evitam trigo por causa do glúten

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Mesa com trigo, ovos e farinha

Uma pesquisa realizada pela Banca do Ramon, um dos mais tradicionais empórios de São Paulo, mostra que 55% dos brasileiros reduziram ou cortaram o consumo de trigo e derivados das refeições.

O levantamento intitulado como “Hábitos alimentares dos brasileiros – preferências, dietas e tendências de consumo”, também mostra que 24% dos entrevistados não restringiram o ingrediente da alimentação, mas afirmam que gostariam de fazê-lo. Por um outro lado 19% acreditam que tal mudança é desnecessária, enquanto 2% limitaram o consumo de farináceos por serem intolerantes ao glúten.

Seja para perder peso ou não, o glúten acaba se tornando um assunto muito controverso para os leigos, uma vez que, muitas pessoas defendem a restrição da proteína na alimentação, enquanto outros acreditam que só devem ser evitados em casos de intolerância.

O que o especialista diz sobre glúten?

De acordo com a nutricionista consultora da Banca do Ramon, Nathália Gazarra, o glúten é uma proteína encontrada no trigo, no centeio, na cevada e no malte. “O glúten é composto por duas proteínas chamadas gliadina e glutenina, que têm a propriedade de se entrelaçar, formando uma espécie de rede que retém o ar. É isso que dá estrutura macia às massas. É o glúten que responde à ação do fermento, fazendo o pão crescer e se transformar, ganhando consistência única. Sem eles, a elasticidade e a textura das massas, bolos e pães nunca seria possível”, explica.

Dentro de muitas dietas, o glúten é considerado um vilão principalmente para aquelas pessoas que desejam emagrecer. “Muita gente não procura nenhum médico ou um nutricionista e acaba cortando todos os alimentos que contém a proteína. A medida pode resultar em um emagrecimento ou melhora da qualidade da alimentação, mas isso não está relacionado ao corte de glúten, mas, sim, à restrição como um todo”, completa Gazarra.

Entenda o que é a doença celíaca

A doença celíaca é ocasionada pela ingestão de alimentos que contém glúten e afeta o intestino delgado de adultos e crianças geneticamente predispostas, causando atrofia das vilosidades da mucosa do intestino e prejuízos na absorção dos nutrientes, vitaminas sais minerais e água.

No caso de pessoas celíacas, o glúten deve ser totalmente cortado da alimentação. Essa condição é considerada uma doença crônica, pois não tem cura, mas tem a possibilidade de ser amenizada. Entre os principais sintomas estão: diarreia, dificuldade no desenvolvimento (no caso das crianças), fadiga, fraqueza, emagrecimento, flatulência, inchaço, distensão abdominal, alterações emocionais e vômitos.

Intolerância ao glúten é diferente

A intolerância ao glúten é facilmente confundida com a doença celíaca, no entanto, esses dois problemas possuem condições diferentes. Enquanto a doença celíaca é uma inflamação na mucosa intestinal, a intolerância é a dificuldade na digestão da proteína.

Assim, a intolerância ao glúten é conhecida clinicamente como sensibilidade ao glúten não celíaca. Como o problema apresenta sintomas parecidos com a doença celíaca, é preciso realizar exames específicos para ter um diagnóstico preciso. Ainda assim, a restrição ao glúten na alimentação se aplica nos dois casos.

Quem não tem intolerância deve evitar glúten?

Segundo a nutricionista, o ideal é ter uma alimentação equilibrada, pois o problema está no consumo exagerado dos alimentos farináceos, como pães, massas e bolos. Afinal, não adianta cortá-los e substitui-los por tapioca, massas ou pães sem glúten e tubérculos, como batata doce e mandioquinha, por exemplo. Esses alimentos fazem parte do grupo dos carboidratos, portanto, possuem o mesmo valor calórico.

Mas ela faz um alerta para as pessoas que tiram totalmente os carboidratos da alimentação na tentativa de emagrecer: “Os carboidratos também são importantes, pois são fonte de energia, então, cortá-los é extremamente prejudicial. Até porque nosso cérebro, para funcionar corretamente, precisa de uma quantidade mínima de carboidratos. Se houver necessidade de cortar o glúten, o nutricionista irá orientar quais alimentos devem ser evitados e substituídos”.

Fonte: Banca do Ramon

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